A exemplo do Hospital de Santa Maria, também em Lisboa, em cuja entrada consta uma placa com a data de inauguração (em pleno Estado Novo) mas em que foi suprimido o nome de quem presidiu à inauguração, também o Hospital dito de D. Estefânia parece conviver mal com o regime que o viu nascer. O próprio site oficial menciona que o «povo encarregar-se-ia de prestar a própria homenagem à Rainha que tanto amara, denominando-o definitivamente Hospital de Dona Estefânia». Quem não souber um pouco de história ainda pode pensar que a tal D. Estefânia seria alguma emérita empregada de limpeza do estabelecimento e não a esposa de D. Pedro V, um dos reis mais amados da nossa história.
E, no entanto, algumas indicações mais antigas do hospital ainda têm as iniciais HRE ("R" de raínha, claro), já para não falar da coroa que encima a fachada principal. Em referências mais recentes, para além do nome actual, apenas consta HDE. Isto no país e no regime que se pela por fazer inaugurações e de lhes apôr placas mencionando a "S. Excelência" que a elas presidiu.