Não deixa de ser caricato assistir-se ao apoio de muitos nacionalistas franceses (e não só) a Ségolène Royal face ao que consideram a ameaça da vitória de Nicolas Sarkozy nas presidenciais francesas. Motivos são vários: Sarkozy, a exemplo de Angela Merkel, seria o homem de confiança de Washington na Europa; Sarkozy, de sangue judeu, será um acérrimo defensor do estado de Israel e do lobby judaico na Europa; e, apesar de ser contra a adesão da Turquia à UE, seria um factor de constrangimento da afirmação desta última entidade na cena mundial.
Tudo isto pode (e tem) um fundo de verdade. Mas é no mínimo grotesco ver-se tanta gente a apoiar a candidata do PS, partido que, desde 1981 com a vitória de Mitterrand nas presidenciais, se notabilizou por:
- promover uma vaga imigratória sem precedentes na história francesa, descaracterizando irremediavelmente o país;
- criar no ordenamento jurídico francês o delito de opinião, amordaçando na prática todos os que se pronunciam contra a descaracterização do país e perda das suas raízes, ou que questionam a versão oficial de certos acontecimentos históricos;
- se ter coligado mais que uma vez com o PC"F", permitindo a este partido influenciar as políticas governamentais;
- contribuir, de resto como o RPR e a UDF, para a dissolução da independência e soberania francesas, defendendo à outrance o federalismo;
- inverter as mais sãs normas de convivência social, defendendo os meliantes, ignorando as vítimas (sobretudo se francesas de souche), promovendo a agenda homossexual e implementando nas escolas alguns dos mais sórdidos "princípios" de Maio de 68;
- ter tornado a corrupção numa forma de vida "normal" (de resto em colusão com os outros partidos com assento parlamentar), multiplicando-se os escândalos financeiros, financiamentos ilícitos, desvio de fundos públicos, etc.
Ségolène pode parecer uma líder "arejada" mas tem por trás a velha máquina radical-socialista que tem contribuído nas últimas décadas para tornar a França numa triste caricatura daquilo que foi no passado. Sarkozy se calhar não será melhor (e de resto até adoptou a retórica da promoção da mestiçagem) mas "esquecer" o cadastro socialista é no mínimo imperdoável.