terça-feira, maio 29, 2007

«O objectivo das provas de aferição não é avaliar os alunos, mas fazer um diagnóstico do sistema de ensino»

Está klaro, pah, cu obxétivo da escóla naum é abaliar us alunus machim ver a cólidade dos setôres e dus pugramas e manuáis. Ké kintressa tar a penalisar os' tudantes co us errus ke cumetem, u kintressa é pesseber o testo. Cô us SMS a Gerassão K livertou-se das amárras do fachismo pedagójico e póde agóra dáre livre kurso au pós-mudernismo edukativo.
Pesseberam, pah? Naum? Atão chepreitem aki.

segunda-feira, maio 28, 2007

E se a censura da suástica vai avante?

No sábado vi um belo documentário no recomendável programa Geo 360º do canal Arte: "Le Parlement des enfants du Rajasthan", ou seja, "O Parlamento das Crianças do Rajastão".
Neste estado do noroeste indiano a escassez de água é um problema premente. O programa aborda a forma como se sensibiliza a população, e em particular as crianças, para a questão. O ritmo do programa é bem indiano, sente-se o pulsar da vida no hinterland do subcontinente, a música aqui e ali bastante evocativa. Mais um pouco e sentir-nos-íamos mergulhados numa película do genial realizador Satyajit Ray!
Pormenor curioso, numa das casas, na parede, aparecem três suásticas, "símbolo da roda da vida, do nascimento e da morte, do aparecimento e do desaparecimento", como diz o narrador. Com as abstrusas propostas que por aí andam de censurar a suástica, até este programa de claro espírito de incentivo da cidadania, como hoje se diz em novilíngua, teria que levar com o lápis azul.
Paradoxos da democracia...

O espírito carbonário na actualidade política portuguesa

D. António Marcelino, bispo emérito da diocese de Aveiro, diz em voz alta o que muitos notam mas poucos mencionam: a crescente influência da agenda maçónica na política seguida pelo governo. E não tem pejo em afirmar que "a Maçonaria portuguesa está a aparecer, de novo, com algum espírito de 'carbonária', eivada de um acirrado laicismo, tendo no horizonte os 'valores republicanos', lidos unilateralmente, e empenhando-se por introduzi-los como inspiradores das leis que devem reger o povo".
Acrescento que o espírito maçónico está presente em todos os partidos com assento parlamentar, embora historicamente seja o Grande Oriente Lusitano o mais determinado e influente, sendo a sua influência no PS bem conhecida.

Evocações

A propósito do aniversário de mais um 28 de Maio, relembraram a data o blogue Mneme, o nosso amigo Nonas e o HNO, ao passo que o Dragão não deixa passar em claro a passagem dos 113 anos de nascimento de Louis-Ferdinand Céline, secundado mais uma vez pelo memorialista da Direita Nacional, o Nonas.
(Adenda de fim de tarde: Os Idos de Maio.)

Faltou pouco... Obrigado, rapazes.


(Imagens pilhadas ao blog Cruz de Cristo.)

terça-feira, maio 22, 2007

Georges Rémi, 22 de Maio de 1907 - 22 de Maio de 2007

Georges Rémi é o nome verdadeiro de Hergé, genial criador de Tintin, e que nasceu faz hoje 100 anos.
Desde miúdo que adoro as aventuras do jovem repórter. Comecei a saboreá-las na mítica revista Tintim, cujo único demérito foi marginalizar entre nós a BD clássica americana, praticamente já só apresentada entre nós no Mundo de Aventuras. A ligação à revista-mãe Tintin e os contratos associados assim o provocaram.
Todos os sábados de manhã era com excitação que esperava a revista Tintim. Tintin, Lucky Luke, Astérix, Bernard Prince, Clorofila, Coronel Clifton, o magnífico Corentin e tantos outros heróis desfilavam perante o meu olhar maravilhado.
As aventuras de Tintin atraem pessoas de todas as idades pela beleza e simplicidade do desenho; pelo grafismo elegante; pelos enredos bem urdidos e que prendem o leitor até à última página; pelo humor, que alterna com o drama; pela facilidade com que simpatizamos com os personagens; pela variedade de locais em que decorrem as histórias (nenhum continente ficou ausente das aventuras de Tintin). Também o cuidado posto por Hergé na elaboração das histórias poucos paralelos tem, talvez o encontremos num Jacques Martin (Alix) ou num Roger Leloup (Yoko Tsuno), isto circunscrevendo-nos à BD franco-belga.
Não têm faltado os mesquinhos que evocam o passado supostamente reaccionário ou mesmo fascista do grande autor. Os mesmos que nunca falam no perfil estalinista de Jorge Amado ou das purgas feitas por Saramago no Diário de Notícias. Fosse um simpatizante comunista, já sobre Hergé não recairiam senão encómios que chegariam onde chegou Tintin: à lua.
Rémi, como afirmou inúmeras vezes, sofreu a influência católica tradicional típica da sua época, com a consequente antipatia pelo comunismo, que tão bem plasmou em "Tintim no País dos Sovietes", um álbum divertidíssimo e de modo algum menor na obra de Hergé. Não me parece que tivesse simpatias fascistas, amizades sim, como a de Léon Degrelle. Se Tintin é ou não inspirado na figura deste último, não sabemos, pese a argumentação do interessado nesse sentido. O que é certo é que Tintin é movido por uma grande nobreza de carácter, por uma dedicação infinda e desinteressada aos amigos, por uma grande capacidade de ajuda aos desafortunados. "Tintim no Congo" não é um álbum racista, é até de um humanismo comovente face aos negros, que Rémi achava que viveriam melhor sob a tutela do homem branco. Nos anos 30 quantos o contradiziam? "O Ceptro de Ottokar" é uma aventura nada simpática para com as ditaduras, tendo o mau da história o nome Mustler (junção de Mussolini e de Hitler). "Tintim na América" é das obras mais ferozmente críticas dos EUA, desde a expoliação de terras aos índios, passando pelo crime organizado e pela sociedade de consumo temos um retrato nada simpático do "novo país". "As Jóias da Castafiore", para mim a única obra pouco interessante de Hergé, já tardia, traz-nos um humanismo de pacotilha, com tiradas claramente forçadas sobre os ciganos, numa aparente tentativa de Hergé de ficar bem visto pela intelligentsia.
É difícil escolher alguns álbuns de entre os 24 da série. "Tintin na América", "O Lótus Azul", "A Ilha Negra" são obras-primas absolutas, mas não são as únicas. Hoje e sempre, leia-se e releia-se Hergé.

segunda-feira, maio 21, 2007

Portugal mais plural - e menos Portugal

Nada acontece por acaso. Ontem, o primeiro ministro «presidiu à entrega de um certificado de nacionalidade, uma bandeira e a Constituição da República Portuguesa a 324 novos cidadãos portugueses, beneficiários da nova Lei da Nacionalidade», tudo em nome do "melhor que Portugal tem para dar ao mundo" (sic) e da palavra mágica "inclusão". Para a malta que nos governa, para se ser português basta ter os pais a residir em Portugal há cinco anos; é o plano quinquenal da aquisição de nacionalidade. Note-se que, desde que a nova lei da Nacionalidade entrou em vigor, a 15 de Dezembro de 2006, foi concedida a nacionalidade portuguesa a pessoas com origem em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Brasil, Rússia, Roménia, Moldávia, China, Índia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia, Paquistão, Bangladesh, Holanda e Marrocos. Portugal rima com plural mas isto é uma completa Babilónia. Vence a ideologia maçónico-jacobina do "cidadão", a única nacionalidade que verdadeiramente interessa a quem nos governa.
Como uma desgraça nunca vem só, hoje o senhor Rui Marques, o Alto Comissário para as Migrações e Minorias Étnicas português (notável a precisão da nacionalidade do komissar por parte do "Sol"), vem defender o direito de voto para os imigrantes pois estes «devem participar na vida democrática e ser co-responsáveis pelo futuro», tendo em vista - adivinham? - a inclusão. Este Rui Marques é o mesmo que, em brochuras editadas pelo nosso governo - portanto pagas por todos nós, os tansos fiscais -, defende que a identidade portuguesa é melhor defendida promovendo-se a miscigenação.
Devagarinho, devagarinho, aumenta a facilidade com que se adquire a nacionalidade e outros direitos, numa paridade tendencialmente total entre portugueses (seja lá o que isso queira dizer hoje em dia) e imigrantes e seus descendentes. Qualquer dia os filhos de imigrantes adquirem a nacionalidade portuguesa logo que nasçam, os imigrantes podem votar em todas as eleições, se calhar até passam a ter mais direitos que os nativos, em nome da inclusão e da discriminação positiva. E quiçá iconoclastas como este que se assina são banidos da sã convivência democrática e inter-cultural - em nome da inclusão, claro.

domingo, maio 20, 2007

Novas aquisições

Ontem estourei mais uns euros naquilo a que hoje se chama pomposa e grotescamente "bens culturais". No caso parecem-me todos dignos da vossa melhor atenção:
- De Vasco Pulido Valente: "A Revolução Liberal (1834-1836) - Os Devoristas", Aletheia Editores (2ª edição).
- De Henri Dutilleux, Sinfonias nº 1 e 2, pela Orquestra de Paris, direcção de Daniel Barenboim, Elatus.

quarta-feira, maio 16, 2007

Ódio e mistificação

«O ódio como elemento de luta; ódio infindo pelo inimigo, que leva um ser humano para além das suas limitações naturais, transformando-o numa máquina homicida efectiva, violenta, selectiva e de sangue frio.»
«Sinto as minhas narinas a dilatar ao saborear o cheiro acre da pólvora e do sangue do inimigo.»
Estas simpáticas palavras, imbuídas - como se constata - do mais acrisolado amor à espécie humana, são de um dos ícones desta estúpida era em que vivemos: Che Guevara. Figurão que continua a ser homenageado e a ser alvo de manifestações "culturais", como esta.
Para um retrato implacável do assassino espreitem esta página.

segunda-feira, maio 14, 2007

Memes

O Restaurador foi o primeiro a desafiar-me; seguiu-se-lhe o temível Dragão; não quis ficar atrás o meu amigo Réprobo. Todos me instam a aderir à corrente dos memes, um neologismo horroroso que é suposto designar «algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes». Na prática os "acorrentados" estão a recorrer a citações e eu não vou fugir à regra.
Há muitas citações que posso referir como emblemáticas da minha evolução cultural e política mas, por uma questão de princípio, "a" citação teria que ser de origem nacional, mais concretamente de El Rei D. Pedro V:
«O espírito utilitário do nosso século abaixa o nível das ideias do homem, e produz a infeudação do espírito à matéria.»
Seguindo o exemplo do supra citado Réprobo, deixo-vos outras citações, com dedicatória a estimular o desafio, ao qual naturalmente poderão voltar as costas pois estas correntes são, como diria o Jacinto de "A Cidade e as Serras", «uma seca».
Para o leitor Legionário: «Nas crises políticas o mais difícil para um homem honesto não é cumprir o seu dever mas conhecê-lo.» (Louis de Bonald)
Para o Corcunda: «Quando os povos deixam de estimar, deixam de obedecer. Regra geral: as nações que os reis consultam começam com votos e acabam em vontades.» (Antoine de Rivarol)
Para o Pedro Guedes: «Nunca votei e nunca votarei para nada nem para ninguém. Não acredito nos homens.» (Louis-Ferdinand Céline)
Para o Euro-Ultramarino: «Só haverá eleições verdadeiramente livres quando a esquerda não tiver hipóteses de as ganhar.» (Presidente Bordaberry, do Uruguai)
Para o Nonas: «O século da cavalaria acabou. O dos sofistas, dos economistas e das calculadoras sucedeu-lhe; e a glória da Europa apagou-se para sempre.» (Edmund Burke)

Comércio justo

Ontem de manhã fui cirandar com a família para o Jardim da Estrela, em Lisboa. É um espaço aprazível e para mim com significado especial por ter frequentado uma escola que ficava defronte do mesmo. Andava nessa escola quando, num soalheiro 11 de Março de 1975, o meu Pai me foi buscar mais cedo que o habitual dada a agitação que se vivia na revolucionária cidade...
Espaço verde luxuriante, o jardim conserva o encanto de outros tempos. O jardim infantil é à antiga, ainda com equipamentos em ferro, algo que pensava já interdito pela incansável zeladora do nosso bem estar, a UE...
Bedéfilo militante, fui surpreendido logo à entrada por uma tenda de venda de álbuns a preços muito convidativos. Lá levei mais cinco para a colecção. Do outro lado do jardim, três ou quatro tenditas de Comércio Justo, como se designa essa iniciativa de apoio aos "povos do Sul". Se os caros leitores pensam que lá se podia adquirir mel do Alentejo ou aguardente de medronho algarvia, desenganem-se: este "Sul" designa o hemisfério, área a que parece circunscrever-se a preocupação de justiça dos organizadores. Mel, só do México; chocolates e brinquedos, do Brasil; e por aí fora. Não faltam produtos comercializados pelo Movimento dos Sem Terra. Uma das tendas era consagrada a um "Fórum", onde certamente se peroraria sobre as injustiças do capitalismo internacional.
Para os esquerdistas (chamemos as coisas pelo nome) que estão por trás desta organização, a injustiça afecta o chamado Terceiro Mundo, não se preocupando minimamente com a situação dos agricultores e artesãos do chamado Primeiro Mundo, por muito precária (e injusta) que possa ser a sua existência. Quase sempre conotados pelos progressistas como gente reaccionária e católica, não parecem merecer a sua compreensão humanitária. Já os povos do "seu" Sul, certamente com muito maior potencial revolucionário, são alvo das suas embevecidas e comoventes iniciativas. A justiça não é, afinal, o que os preocupa; é, isso sim, o referido potencial revolucionário; a manipulação da opinião pública ocidental; a possibilidade de enquadramento ideológico das massas terceiro-mundistas - e consequente tradução em actos políticos. E nós bem conhecemos a "justiça" e as condições de vida das massas que vivem nos regimes idealizados pelos organizadores da iniciativa.

Um terrorista a caminho do Panteão

Na nossa época já é difícil surpreendermo-nos com actos públicos ignominiosos, de tal forma eles abundam. A possibilidade de Aquilino Ribeiro, escritor e terrorista, poder dar entrada no Panteão Nacional, contra o que já existe uma petição online, é mais um exemplo. Se querem que lhes diga, a confirmar-se essa consagração póstuma, está a república a caracterizar-se exemplarmente: nascida com um regicídio, implementada com um golpe de estado, mantida pelo terror e arbitrariedades sem conta ao longo de 98 anos, nada como ser consagrada com a homenagem a um dos envolvidos na morte de El Rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe. É a prova de que muitos republicanos, mormente os mais empedernidos e ideologizados, ainda se sabem ver ao espelho.

sexta-feira, maio 11, 2007

Lança Chamas

Passei hoje pelo correio da minha terra para levantar o volume ao lado reproduzido, da autoria da melhor pena da blogosfera lusa: o Dragão.
Colectânea de textos que foram sendo vertidos no seu tasco, "À Queima Roupa" é um volume que não deixará indiferente quem o abrir. Uns, indignar-se-ão com a verve, que não poupa ninguém e em particular todos os exemplares da fauna que nos governa, que tenta orientar o nosso pensamento e que é em geral de uma indigência a que as chispas expelidas pelo nosso amigo chamam um figo. Outros, deliciar-se-ão com as incursões da labarédica criatura pelo estupidário coevo, verdadeiro manancial de temas para a sua acutilante pena.
Se querem saber porque é que devemos invadir Espanha; porque é que há um povo que se distingue pelo bombardeio; porque é que o autor não persegue a criada à desfilada no carrinho-bar; porque é que um casal homossexual não pode adoptar crianças; porque é que a direita é a esquerda empanturrada; entre muitas outras coisas - então não percam tempo, mandem um e-mail para dragolabaredas@hotmail.com (o mail do nosso amigo só podia ser "hot") e encomendem já, a preço de saque, o belo volume, de capa dura e tudo, por 27,5 € (inclui portes de correio).

Em antecipação das horas de puro deleite que o volume me vai proporcionar e também pela dedicatória amável (e personalizada, como hoje se diz) que o Dragão houve por bem conceder-me, estou mais que grato ao autor. Que, no meio de tanto talento e ironia, não consegue esconder o amor que tem a este martirizado país. Algo mais que nos une.
Já sabem: este Alberich não guarda o tesouro para ele, partilha-o com mentes livres.

quarta-feira, maio 09, 2007

Sempre mais Europa e sempre menos Europa

Estas duas notícias são muito interessantes, não pela sua adequação à realidade mas sim pela mistificação que dela fazem.
A primeira, ao melhor estilo sebastiânico-europeísta, tenta convencer-nos que o nosso país só ganhou com a adesão à CEE e posterior participação na UE: desenvolvimento, estradas, condições de vida, intercâmbio universitário... Como sempre, nem que fosse por uma questão de equilíbrio simulado, não se apontam desvantagens da referida adesão.
A segunda quer-nos fazer crer que a Europa não pode viver sem receber mais imigrantes, senão o mercado de trabalho terá em 2050 um défice de nada mais nada menos que 55 milhões de trabalhadores! Leram bem: em 2050, daqui a 43 anos, duas gerações. Nunca se evoca a possibilidade de uma inversão do declínio populacional, por meio de incentivos à natalidade. Não: a panaceia para os males europeus é a entrada ad infinitum de imigrantes no seu espaço. Não ficam dúvidas sobre o que desejam os senhores que divulgam estes "estudos": uma população europeia cada vez menos... europeia.

terça-feira, maio 08, 2007

Crescei e... misturai-vos

A partir de Setembro, as escolas do Reino Unido que praticamente só têm alunos brancos serão obrigadas a organizar visitas a escolas com minorias étnicas e religiosas. O objectivo oficial é a «promoção das relações comunitárias». As escolas terão assim que dispor de pessoal para levar a cabo "visitas de estudo" a escolas multi-étnicas.
Ofsted, o "observatório escolar", dispõe de poderes para obrigar aquelas escolas a cumprir a lei.
Nos anos 60, nos EUA, surgiu a política do "busing" (referência à palavra "bus" - autocarro), por meio da qual se obrigava os alunos de um bairro com determinado perfil étnico a inscreverem-se em escolas de outro bairro com uma estrutura étnica diferente, de modo a juntar crianças de várias raças na mesma escola. Este novo normativo blairiano vai no mesmo sentido.

segunda-feira, maio 07, 2007

A vitória de Sarkozy

«[A política de imigração de Sarkozy] é uma boa política, que nos faz ter em conta a necessidade de amar os nossos países e de trabalhar em prol da sua evolução, pois é melhor viver no seu próprio país que no estrangeiro». Estas as declarações de um economista próximo do presidente do Congo-Brazzaville, Denis Sassou Nguesso, que apela ainda a juventude africana a trabalhar pela reconstrução do continente.
Não sei se Sarkozy pretende implementar uma política de imigração restritiva, embora tenha sido com essa expectativa que muitos franceses nele votaram. Uma coisa são as intenções, outra a realidade prática. Para já, a noite de ontem mostrou o terrorismo urbano em acção, com actos que fazem a kale borroka basca parecer uma brincadeira de adolescentes acnosos. A pressão sobre eventuais medidas impopulares do novo presidente fazer-se-á sentir. Os sindicatos já disseram que estão alerta. Alguns imigrantes e agitadores esquerdistas já o mostraram. A oposição fará o seu jogo. Num país em que todos são muito ciosos dos seus acquis, ninguém quer perder privilégios e regalias, por muito abstrusos e abusivos que sejam. Aqui residirá a dificuldade da governação Sarkozy, se este realmente pretender mudar alguma coisa no decadente país.
A nível de política externa é de prever o estreitar dos laços com os EUA, embora seja curioso imaginar como é que essa relação decorrerá caso daqui a ano e meio seja eleito um presidente democrata. Talvez Sarkozy se sinta mais à vontade nesse cenário, que aliviaria um pouco a pressão da esquerda. Quanto às relações com Israel, o novo presidente terá que se esforçar muito por mostrar alguma equidade na abordagem do conflito palestiniano; com uma "rua" cada vez mais árabe, nenhum presidente francês se pode dar ao luxo de um apoio incondicional a Israel.

quinta-feira, maio 03, 2007

Nacionalistas por Ségolène???

Não deixa de ser caricato assistir-se ao apoio de muitos nacionalistas franceses (e não só) a Ségolène Royal face ao que consideram a ameaça da vitória de Nicolas Sarkozy nas presidenciais francesas. Motivos são vários: Sarkozy, a exemplo de Angela Merkel, seria o homem de confiança de Washington na Europa; Sarkozy, de sangue judeu, será um acérrimo defensor do estado de Israel e do lobby judaico na Europa; e, apesar de ser contra a adesão da Turquia à UE, seria um factor de constrangimento da afirmação desta última entidade na cena mundial.
Tudo isto pode (e tem) um fundo de verdade. Mas é no mínimo grotesco ver-se tanta gente a apoiar a candidata do PS, partido que, desde 1981 com a vitória de Mitterrand nas presidenciais, se notabilizou por:
- promover uma vaga imigratória sem precedentes na história francesa, descaracterizando irremediavelmente o país;
- criar no ordenamento jurídico francês o delito de opinião, amordaçando na prática todos os que se pronunciam contra a descaracterização do país e perda das suas raízes, ou que questionam a versão oficial de certos acontecimentos históricos;
- se ter coligado mais que uma vez com o PC"F", permitindo a este partido influenciar as políticas governamentais;
- contribuir, de resto como o RPR e a UDF, para a dissolução da independência e soberania francesas, defendendo à outrance o federalismo;
- inverter as mais sãs normas de convivência social, defendendo os meliantes, ignorando as vítimas (sobretudo se francesas de souche), promovendo a agenda homossexual e implementando nas escolas alguns dos mais sórdidos "princípios" de Maio de 68;
- ter tornado a corrupção numa forma de vida "normal" (de resto em colusão com os outros partidos com assento parlamentar), multiplicando-se os escândalos financeiros, financiamentos ilícitos, desvio de fundos públicos, etc.
Ségolène pode parecer uma líder "arejada" mas tem por trás a velha máquina radical-socialista que tem contribuído nas últimas décadas para tornar a França numa triste caricatura daquilo que foi no passado. Sarkozy se calhar não será melhor (e de resto até adoptou a retórica da promoção da mestiçagem) mas "esquecer" o cadastro socialista é no mínimo imperdoável.

segunda-feira, abril 30, 2007

Informação alternativa, espaços de liberdade

Convido os meus leitores que não tenham esse hábito a dar uma vista de olhos regular pelas ligações da direita. Para além de facilitarem o acesso a páginas da vossa preferência, tento actualizá-las ao sabor das minhas descobertas, como é o caso de há poucos minutos com o recomendável blogue Mneme. Ou com o novo projecto Abril, Prisões Mil, que pretende recolher «Memória e Testemunhos das Prisões Políticas depois do 25 de Abril de 1974», algo que o regime pretende ocultar, pois é suposto que a data referida tenha acabado com as prisões por delito de opinião, algo que, como se sabe, só existe nos regimes fascistas...
Temos também a Alameda Digital, já no seu oitavo número (houve um número zero), que é bem capaz de ser o melhor de todos os até aqui colocados online. No meio de ilustres e meritórios contributos, também garatujo por lá umas notas sobre música, desta vez sobre o panorama dos concertos no nosso país.
Em falando de informação alternativa não se pode deixar de referir o Projecto Grifo (imperdível este artigo) e o Novopress, páginas onde se pode obter informações regra geral esquecidas pelos media, bem como reflexões sobre o mundo que nos rodeia com uma perspectiva claramente não conformista.
Porque não só da actualidade imediata se faz a compreensão do que nos rodeia, também a doutrina é fundamental para cimentar convicções e solidificar argumentos em prol da ideia nacional. A Causa Nacional tem tido um papel louvável na divulgação de textos de autores nacionais e estrangeiros que contribuem - e de que maneira - para um enriquecimento da reflexão nacionalista, nas suas diversas vertentes.
Embora caminhemos inequívoca e rapidamente rumo a um planeta-prisão, não vão faltando vozes corajosas e determinadas em lutar pela sua liberdade, as suas raízes - e o seu futuro.

Há fossas comuns e fossas comuns

«Em Outubro de 2006, a abertura de uma fossa comum em Menden-Barge, no oeste da Alemanha, suscitou a comoção da comunidade internacional pois pensou-se que as crianças cujos cadáveres nela foram descobertos teriam sido vítimas de um programa de eutanásia nacional-socialista executado num centro de morte (Tötungsstation) situada em Wimbern. Após um inquérito minucioso levado a cabo pela polícia judiciária de Düsseldorf ficou-se a saber que o "centro de morte" era um dos hospitais provisórios que, no final da II Guerra, acolhiam sobretudo vítimas dos bombardeamentos aliados. As infelizes crianças não eram, na verdade, "vítimas da barbárie nazi" mas sim "vítimas colaterais" da cruzada democrática.»
(Rivarol de 6 de Abril de 2007, com referência a esta notícia da Focus alemã.)

sábado, abril 28, 2007

Terceiro aniversário do Pena e Espada

Numa altura difícil da sua vida, não podíamos deixar de lembrar o terceiro aniversário do blogue do nosso amigo Duarte Branquinho, o Pena e Espada. Desejando que se afastem as núvens negras que pairam sobre si, enfunadas pelos totalitaristas moralistas desta terra, daqui enviamos um forte abraço ao Duarte. E viva o Pena e Espada!