sexta-feira, julho 28, 2006

Os psicanalistas de Tsahal

É matemático: sempre que o estado sionista mostra a sua verdadeira face e desata a matar tudo o que são sub-homens à luz da sua extremista concepção de sociedade, e que chovem críticas a essa barbárie, surgem os beneméritos do estado hebreu, prontos a dissecar a "besta".
A besta, claro está, é o anti-semitismo, esse mal absoluto. "Eles" podem matar a eito, deslocar populações, arrasar campos de cultivo, fazer atentados terroristas sob a chancela de Estado (de direito!), praticar tortura em larga escala, destruir infraestruturas, condenar povos inteiros à servidão, à miséria - e todos bem compartimentadinhos em "bantustões", rodeados pelo inefável "muro de segurança". Eles podem fazer isso tudo. Mas quem os critica sofre do "mal", o anti-semitismo. Nunca na história da humanidade se utilizou de modo tão desonesto, tão descarado, tão enxovalhante, os sentimentos humanos de repúdio pelos maus tratos sofridos por um povo para desculpar tudo o que esse mesmo povo, quando na mó de cima, não se coíbe de fazer a outros. E esse modus operandi do terrorismo ideológico é a expressão mágica "anti-semitismo". Quem tiver o azar de levar com esse rótulo põe-se de golpe às margens do mundo civilizado.
Também ficamos a saber por esses comissários de divã que há dois tipos de anti-semitismo: o de extrema-direita (o "clássico") e o de extrema-esquerda (mais "sonso"). Querem-nos ocultar o facto de que muito boa gente, apolítica ou mesmo de "centro" (ou seja, sem verdadeiras convicções ideológicas), é fortemente crítica da actuação do estado hebreu e mesmo dos "judeus". Mas lembrar isso é estar a desfazer a caricatura, que serve precisamente para enganar os tolos e estigmatizar quem ainda se dá ao trabalho de pensar pela sua cabeça e recusar os açaimes.
Por fim há quem sonhe com o dia em que a "besta" morra, essa alvorada gloriosa, esse arrebol da madrugada de um mundo novo! Será o dia em que todos amaremos o Grande Irmão. Com umas descargas eléctricas a coisa vai.

11 comentários:

NAZI Beirão disse...

Com este post vai ser obrigado a jurar que não é NAZI.

Ao melhor estilo Julgamento de Nuremberga.

alex disse...

É com enorme interesse que acompanho a radicalização crescente deste blog.

F. Santos disse...

Você, que acompanha com bonomia os bombardeamentos e os massacres israelitas, é que não é nada radical.

Anónimo disse...

A ironia passou ao lado do sionista, ou simpelsmente foi na onda e faz-se de vítima, oprimido e perseguido?

Anónimo disse...

Caro amigo,
Como quase toda a minha geração fui condicionado pela máquina do "grande-irmão", lembro discussões que tinha com os meus 17-18 anos na defesa das atitudes tomadas pelos israelitas. Aprendi a admirar o combate de David contra Golias, personagens que com tenra idade conheci na catequese (é verdade também por lá passei e com crisma e tudo!), a isto não faltou a chave da abobada que sem ela tudo ruiria – o holocausto. Para mim e para 99% das pessoas que viram o filme (a série), o holocausto judeu existiu porque nós miúdos em (des)formação vimos o filme, e outros filmes que se lhe seguiram. Vimos os combates entre "árabes" e judeus, aprendemos a adjectivar correctamente as partes em conflito, os terroristas os que raptam e assassinam (os maus) e os que fazem prisioneiros e matam para se defenderem (os bons)... poderíamos fazer aqui uma exaustiva análise da "grande-máquina" e a forma como leva um miúdo que nada tem a ver com judeus ou palestinianos a tomar partido em acesas discussões em defesa de uns em detrimento de outros - não interessa - vejamos quem faz a noticia e quem a transmite, gente que tem que manter os empregos nas redacções e que também não lhe pesa a consciência porque ela já foi (des)formada nas escolas de "formação" do grande-irmão. Felizmente que a vida prega-nos partidas...e há sempre maneira de sair da caverna.

Meu caro amigo, este teu Texto, como diz o Nuno (Thoh) deveria ser obrigatório a afixação em vários locais. Parabéns!
Obrigado ao destino por te conhecer, grande abraço.

Legionário

Thoth disse...

Quem chamou a divindade! Não nos esqueçamos, que mesmo os defensores da etnia Semita, são-no Ários, podem dizê-lo que não, mas o algodão não engana - assim reza a história e a simbologia!
Abraços...

JSM disse...

Caro FSantos
Para saber ao certo o que se passa neste interminável conflito, onde Golias faz de David e vice versa, a leitura deste 'Horizonte' é incontornável.
Parabéns.

victor abreu disse...

E não se esqueça do pior pecado de anti-semitismo de todos: o atrevimento de duvidar do maior mito do século XX, o «Holologro»...

alex disse...

Não.
É melhor não.

Anónimo disse...

É tão «Holologro» que até deixou os Buíças de fora... ;)

alex disse...

Não, não é isso.
Já não tenho é paciência.