sexta-feira, dezembro 01, 2006

D. João IV, o Restaurador

"Juro reger e governar bem e directamente" (D. João IV).
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«Escolhido para ocupar o trono, chega a Lisboa a 6 de Dezembro de 1640 onde é entusiasticamente recebido pelo clero, nobreza e povo; a 15 do mesmo mês, no Terreiro do Paço, é solenemente aclamado rei. Tomou imediatamente medidas decisivas para garantir a Restauração, batendo-se com bravura para assegurar o seu triunfo. Pune com extrema severidade a conspiração a favor de Madrid encabeçada pelo arcebispo de Braga e que tem como correligionários o Inquisidor-Geral e o marquês de Vila Real. Dotou o país de novas fortalezas e foi grande impulsionador da adaptação das existentes aos novos métodos de guerra, tornando o país capaz de defrontar as forças espanholas (1644) na Batalha do Montijo, em Espanha. Proporcionou verdadeiras embaixadas às cortes europeias de modo a assegurar o apoio das restantes casas reais à causa da Restauração. Nem sempre esta tarefa se revelou fácil, visto que durante a ocupação filipina muitas das nossas colónias tinham sido ocupadas por esses reinos, como foi o caso dos holandeses no Brasil, que, por isso, se mostravam renitentes em reconhecer um novo rei em Portugal.
Em política interna desenvolveu uma larga actividade legislativa, consolidando a Restauração através de um persisitente esforço político, administrativo e militar.
A defesa do Brasil também não foi esquecida e os holandeses são expulsos. (...)
Apesar de a sua época ser já a do absolutismo real, D. João IV prefere consultar várias vezes a nação, reunindo Cortes por cinco vezes entre 1641 e 1653.»
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Manuel de Sousa, "Reis e Raínhas de Portugal" (2000).

5 comentários:

Thoth disse...

Agora, amigo Fsantos, também se deveria punir com severidade os conspiradores, os vendidos a espanha, e a outras paragens!

Cumprimentos

Carlos Portugal disse...

Plenamente de acordo, Caro Thoth! Precisamos de uma nova Restauração.

Abraço

Manuel disse...

Penso que a fórmula é "Juro reger e governar bem e direitamente" .
Direitamente, não directamente.

F. Santos disse...

Se o estimado Manuel conseguir confirmá-lo, agradeço (e emendarei imediatamente).

JSM disse...

Caro FSantos
Como se descreve não foi nada fácil e a oposição interna era fortíssima...como hoje.
E convocou Côrtes várias vezes como era da tradição!
Um abraço.