quinta-feira, outubro 11, 2007

Alameda Digital

Passado já um ano de existência da Alameda Digital, "um espaço de liberdade", é posta em linha a décima edição (há nove números mais um número zero) dedicada ao tema "Ideologias, passado, presente e futuro". No meio de ilustres contribuidores para a excelência da revista lá apareço eu a escrevinhar umas notas sobre aquilo a que chamei A Tragi-Comédia Nacionalista. Para além do tema de capa há as habituais rubricas de letras e cinema.
A ler e a divulgar.

10 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

O Dr. Arqueofuturista já respondeu ao seu artigo, ao modo simpático dos identitários, no http://arqueofuturista.wordpress.com

Achei curioso ele realçar que em Portugal os identitários não têm esse inimigo "vermelho-verde" quando basta dar uma vista de olhos a determinada página e cuscar os comentários espalhados por diversos blogues, e fóruns, nos quais se nota nitidamente a rivalidade.

Ninguém se lhes opõe... Sionismo é nacionalismo... os judeus sionistas não influenciam nada...

A habitual Quinta Dimensão.

Anónimo disse...

Fdx ó gordo, és um queixinhas que mete dó, não te aguentas à bronca sozinho e vens logo à procura de aliados, mesmo quando se riem de ti e te pintam como trágicómico. És mesmo uma nulidade e acabas com tudo em que mexes(TIR), não é assim?

Flávio Gonçalves disse...

Cala-te identitário sionista, que nem coragem tens para dar a cara (ou os tribunais ainda não deixam?)

F. Santos disse...

Obrigado, Flávio. Como a dele é casa que não frequento passar-me-ia despercebida a enxurrada de atoardas e ódio do autor.

Anónimo disse...

Se por um lado há uns que os tribunais ainda não deixam fazer certas coisas, outros há que se estranha porque é que os tribunais nunca os chatearam, pois tinham bem mais fundamento para isso do que meterem-se com pessoas que apenas estavam no sítio errado à hora errada e que estão muito acima de qualquer otário que de seis em seis meses muda de vertente dentro do nacionalismo (queres que te lembre o teu percursozinho, oh Flávio da camisola do Führer que às vezes é separatista dos Açores, quando não é nazi ou nacional-anarquista ou escrevinhador em fóruns antifas... Mas a pessoa a que te referes dessa maneira cobarde, Flávio, se fosse ele o autor do comentário anónimo, não teria problemas em assiná-lo, pois diz sempre alto e bom som o que pensa de ti. Quanto ao autor deste blog, fala em "atoardas" mas não consegue rebater os argumentos em questão. Típico de quem apareceu do nada aos 30 anos e apenas anda pela blogosfera a largar faíscas para ver onde consegue pegar incêndio no meio dito nacionalista.

F. Santos disse...

Para pessoas com mentalidade de politburo qualquer argumento contra as suas certezas só pode provir de quem anda «a largar faíscas para ver onde consegue pegar incêndio no meio». E depois ainda querem discutir? Fiquem em paz com as vossas certezas.

Flávio Gonçalves disse...

O mais impressionante, pelo menos para mim, é que também em França (onde inclusive prometem retaliações a apoiantes de Le Pen) e Espanha, onde a peste nacional-sionista (ou identitária) se instalou agem do mesmo modo: como portadores supremos da verdade que não devem ser questionados.

Volta e meia lembram-me os trotsquistas do BE com a sua superioridade moral e certezas absolutas.

Altermedia disse...

http://pt.altermedia.info/geral/violencia-contra-os-nacionalistas_462.html

Após as recentes ameaças contra Alain Soral, presidente de Unidade & Reconciliação e activista da Frente Nacional francesa, por parte dos identitários franceses, eis um pouco do historial de violência desse movimento.

A agressão como único argumento

Durante muitos anos os nacionalistas da França e da Valónia tiveram de se resguardar dos comandos de excitados marxistas ou sionistas. Organizar uma manifestação, ter uma reunião, fazer uma distribuição de panfletos, não era geralmente uma coisa cómoda, era necessário prever sempre a eventualidade duma agressão por parte de elementos violentos que beneficiavam da vantagem numérica.

Tendo os movimentos de extrema-esquerda conhecido um sério recuo e estando os sionistas menos virulentos, os militantes nacionalistas poderiam esperar levar adiante o seu combate em melhores condições de segurança. Ora não foi o que aconteceu, desde há três anos, um número não negligenciável de quadros do movimento nacional foram vítimas de agressões selectivas, enquanto outros foram ameaçados. O último caso conhecido nesta data (8 de Setembro, 2005) é o do co-responsável técnico da página de Internet de contra desinformação Altermedia que foi atacado no seu domicílio, no final do mês de Agosto, por bandidos com pretensões políticas que o nosso camarada, ainda que ferido, conseguiu por em fuga.

Estas violências repetidas não tinham sido até agora muito mediatizadas pela simples razão de que poderiam prejudicar o movimento nacional uma vez que as vítimas são nacionalistas e os agressores também o são (ou pelo menos pretendem sê-lo). Os agredidos e as testemunhas das violências preferiram até agora não tornar estes factos públicos a fim de não manchar a imagem da nossa corrente política. Mas a persistência das ameaças e das agressões – que se traduz pela utilização de armas brancas e de golpes tais que já foi necessária uma hospitalização – já não permite tergiversar.

Cronologia dos factos

2003

Mal tinha sido criado uma nova página solidarista quando o seu webmaster foi ameaçada de violência por correio electrónico e por mensagens telefónicas. O autor destas é um dos principais quadros dos Identitários.

Em Nancy, o responsável local das Juventudes Identitárias abandona-as em desacordo com a sua linha política. É imediatamente ameaçado por telefone pelo responsável nacional desta organização. Pouco tempo depois, o átrio do seu imóvel é coberto de inscrições denunciando-o nominalmente como “nazi”, inscrições similares são feitas no seu bairro.

Em Toulouse, o antigo secretário-geral do movimento Unité Radicale é agredido por dois militantes das Juventudes Identitárias à saída duma reunião pública.

Em Paris, aquando das Jornada da Identidade, Eddy M., ex conselheiro regional da FN e do MNR e ex membro da direcção de Unité Radicale é chamado à parte e atacado por um dirigente nacional das Juventudes Identitárias.

2004

Em Paris, aquando do colóquio do GRECE, um comando de militantes das Juventudes Identitárias ataca o stand duma editora livreira e agridem fisicamente os seus responsáveis.

Em Dezembro, uma manobra conjunta é organizada para travar a página da Altermedia. Um dos responsáveis técnicos que não se deixou intimidar é ameaçado, bem como a sua família, por correio electrónico e mensagens telefónicas. O autor destas ameaças é, aqui também, um dos principais quadros dos Identitários.

2005

Em Nice, numa reunião organizada para apresentar a página Altermedia e o seu trabalho é atacada por um comando de militantes das Juventudes Identitárias conduzido pelo seu principal dirigente. O orador é atacado a golpes de matraca e ferido no rosto por uma arma branca.

No mesmo dia, o organizador da reunião é vítima duma emboscada na livraria nacionalista da cidade e violentamente atacado, tendo sido hospitalizado com um traumatismo craniano. O autor destas agressões é, ainda aqui e sempre, um dos principais quadros dos Identitários.

No final de Junho, dois militantes das Juventudes Identitárias de Toulouse, que manifestaram dúvidas acerca da linha política da sua organização são espancados aquando duma reunião privada da organização.

Nos finais de Agosto o co-responsável técnico da agência Altermedia é agredido no seu domicílio. Um dos agressores é o animador principal da revista “Identitaire” e outro é um dirigente dos Identitários Valónia-Bruxelas.

A tudo isto, é necessário adicionar as constantes pressões sobre os meios de informação e as livrarias do movimento para que se abstenham de promover as obras ou os autores que não lhes agradam, bem como as difamações sistemáticas das iniciativas de imprensa que são um sucesso (como foi recentemente vítima um trimestral metapolítico sobre “o verdadeiro fórum”).

Porquê? A proveito de quem?

Primeira hipótese: trata-se de psicopatas megalómanos que, incapazes de se imporem pelas suas qualidades intelectuais, políticas ou militantes, decidiram criar o seu próprio espaço na cena nacional eliminando os seus concorrentes pela eliminação?

A utilização de tais métodos para um resultado nulo em termos de benefício social e financeiro explica-se mal num meio político já de si tão pouco representado.

Segunda hipótese: O sistema tem necessidade de provocadores para montar as suas manipulações anti-nacionalistas. E isto, tanto mais que uma estranha impunidade parece proteger os Identitários: as queixas feitas não têm qualquer efeito, a acção judicial por reconstituição de organização dissolvida é enterrada (burocraticamente) etc.

Se esta última hipótese se revelasse exacta, ela explicaria porque é que os quadros e os responsáveis que mais se opõem a toda a provocação no seio do movimento nacionalista, são visados sistematicamente. Ela explicaria também porque é que encontramos os agressores tão amplamente empenhados em diversas operações anti-Frente Nacional (candidaturas parasitas, apoio a iniciativas cisionistas, promoção no seio da cena nacional de de Villiers e do MPF [aliados do grupo ID do parlamento europeu, representado em Portugal pelo PND – nde], etc).

É necessário, desde logo, concluir que os dirigentes dos Identitários são por um lado pagos e pelo outro manipulados.

Para consulta do original: http://fr.altermedia.info/general/violence-contre-les-nationalistes_7684.html

Anónimo disse...

Notícia no Altermedia é falsa! Ver aqui: http://www.egaliteetreconciliation.fr/index.php?option=com_content&task=view&id=346&Itemid=115

Flávio Gonçalves disse...

Não sei em que medida o seguinte texto:

"Alain Soral

Atenção! Segunda-feira, Igualdade & Reconciliação dialogará com os identitários! Esta ocasião marcará também a abertura do nosso fórum…

“No seguimento da controvérsia que recentemente tem oposto a linha nacional-republicana – defendida designadamente por Alain Soral – à dos Identitários, sobre as diferentes concepções de Nação e identidade, foi proposto um debate a ambas as partes. Foram propostas seis perguntas a cada um dos representantes destas duas correntes. No seguimento desta proposta a Igualdade & Reconciliação e o Bloco Identitário aceitaram responder e comprometeram-se em manter uma discussão firme mas cortês.”"

Anula as ameaças anteriormente levadas a cabo por Fabrice Robert e o relato das violências dos Les Identitaires e das Jeunesses Identitaires, note-se inclusivamente que apenas o Bloc Identitaire aceitou dialogar com Alain Soral e que a notícia confirma exactamente a existência da polémica anterior.

Não entendo em que medida se pode afirmar que a "Notícia no Altermedia é falsa".

Se calhar as aberturas de diálogo entre os israelitas e os palestinianos também significam que estes não se combatem mutuamente?