sábado, março 18, 2006

Burguesinhos agitadores

Nada de novo em França, onde os jovens (não só "esses" mas todos) aprendem na escola todas as coisas boas inerentes à Revolução Francesa, tudo o que de positivo havia na Resistência, a "poesia" de Maio de 68, etc., etc.
Quem já se exaltava com os filhinhos burgueses que punham Paris a ferro e fogo há 38 anos era Lucien Rebatet. Conta Camille-Marie Gallic (directora do semanário Rivarol, com quem já tive o prazer de conversar, há já uns bons 15 anos):
«(...) l'indignation que lui [Rebatet] causaient ces anar[chiste]s en peau de lapin qui rentraient chez papan-maman pour le café-croissant».
O curto excerto pertence ao recomendável "Rivarol - hebdomadaire de l'opposition nationale" (Déterna Editions, 2003) (apresentado por Marc Laudelout, incansável fundador e animador do "Bulletin Célinien" - de que há uns anos atrás, quando ainda o recebia, era o único assinante português...).

4 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Já os Hussardos, inversamente simpatizavam com eles, embora salientassem a incongruência de se acomodaren numa poltrona compósita, feita à base de radicalismo e protectora segurança material e quotidiana.
A parte que mais me irrita em 1968 - e ainda mais nos de hoje - é a abdicação de sentidos firmes para as palavras, em nome de vagas festivas que dissipam noções adquiridas de dever. A princípio só umas quantas, depois o próprio conceito, salvo a obrigação de integrar acefalamente a inconsideração geracional.
Abraço.

M disse...

...

JSM disse...

Caro FGSantos
Em primeiro lugar visitá-lo neste seu novo espaço, que continua por certo na mesma rua do meu. Mas um pouco mais acima, naturalmente.
Em segundo lugar, um comentário a propósito deste seu postal tão a propósito: não sei se vou escandalizar muita gente, mas desde que os paisinhos começaram a deixar os fifis, tratá-los por 'tu', o caldo entornou-se. Na Instituição educativa onde trabalho, já expliquei muitas vezes aos 'educandos' que o pai e a mãe não são amigos, são o pai e a mãe, têm outro estatuto. E remato, perante a estupefacção do interlocutor, que deve pensar que eu sou um ET, que são essas confusões que levam muitos pais a demitirem-se de ser pais. Porque é sempre mais difícil. Claro que os filhos perdem rápidamente o respeito pelos pais.Um dia escreverei sobre um assunto a que se não dá a devida importância: a cerimónia.
Hoje fico-me por aqui. Com um grande abraço azul.

Anónimo disse...

Não é o tratar por tu ou não que faz a diferença. Eu trato os meus pais por tu e não é por aí que vem mal ao mundo. O problema é isso que diz, achar-se que os pais são amigos como os outros.

NC