segunda-feira, julho 24, 2006

Os semeadores

Durante muito tempo, nos anos 80 e 90 nomeadamente, especulou-se nos meios nacionalistas de França o porquê de a elite judaica daquele país constituir um dos grupos mais favoráveis à imigração para aquele território. Sabendo-se que a maior parte dos imigrantes acolhidos era de origem magrebina, parecia não haver lógica na atitude daquela comunidade.
Dizia-se que iam aumentar as tensões entre muçulmanos e judeus em França (o que se confirmou e agravou a partir da 2ª Intifada) e que estes últimos nada teriam a ganhar com o aumento da população árabe. No entanto, os políticos e os jornalistas de origem judaica continuavam a falar da França como "terra de acolhimento", do papel positivo que a imigração traria àquele país, louvava-se a mestiçagem (menos a que pudesse afectar a comunidade judaica, claro). Os atentados de 1992 em Paris, cometidos por fundamentalistas islâmicos, não alteraram esta atitude.
Pode-se especular à vontade sobre os motivos deste empenho à partida tão contra-natura; pode-se igualmente conceber teorias conspirativas. Mas factos são factos e uma coisa se pode dizer com absoluta certeza: o aumento da imigração magrebina para a Europa, com todas as tensões sociais, económicas e religiosas que gerou, tem contribuído para alterar a forma como os europeus olham para Israel, no sentido de uma maior simpatia ou pelo menos compreensão para com a forma como o estado sionista lida com os palestinos e os estados vizinhos; e quando vemos muitos nacionalistas de diversos países partilhar essa simpatia percebemos com clareza que aqueles políticos e jornalistas sabiam o que faziam.
Muita dominação se consegue erigir sobre um barril de pólvora.

9 comentários:

Anónimo disse...

O objectivo da elite judaica é óbvio: DIVIDIR PARA REINAR!

Mais tarde ou mais cedo, europeus e árabes irão ser colocados ao 'barulho'... e quem irá reinar serão os Judeus!

Mendo Ramires disse...

Na 'mouche'! De uma lucidez cortante.

Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Boa análise!

Anónimo disse...

Perfeito!... Parabéns!

alex disse...

Et voilá!
Na 'mouche' (como diz o Mendo)!
O raciocínio de sempre: os judeus são como uma equipa de futebol, são como uma partido político, são todos iguais, pensam todos da mesma forma, têm a mesma opinião sobre tudo e mais alguma coisa, são monolíticos e blá, blá, blá.

Seria o mesmo que pretender que a opinião de alguns jornalistas e políticos portugueses e luso-descendentes em França, ao defenderem 'X', vinculasse, automáticamente, toda a comunidade de mais de 1 milhão de portugueses e, para cúmulo, os fizesse meros lacaios ou 'correias de transmissão' de um qualquer incofessável objectivo do Estrado português.
Será que a opinião de alguns alemãs vincula todos os 80 milhões de alemães?
Será que a opinião dos apoiantes do governo de Zapatero vincula todos os espanhóis como se fossem um clue de futebol?
Será que as posições e objectivos da ETA vinculam todos os bascos?

No fundo,isto podia-se aplicar a todos...

Penso que não.
Desta forma, não sei porque raio tal raciocínio se aplica sistemáticamente aos judeus, como se estes fossem uma única entidade.
Como se as ideias ou 'agendas' de determindados grupos e/ou indivíduos dentro de determinada comunidade vinculassem essa comunidade por inteiro e de forma taxativa.
Já agora, por causa de parte ou de laguns dos seus membros, vamos acusar etnias inteiras de conspirtações e não sei o quê...
Francamente.

Anónimo disse...

FSantos, ora vá até aqui e, pelas alminhas, siga as instruções do Dragão.

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!
Já não me ria assim há muito tempo.

(as da filha e da mulher de Olmert são imperdíveis. As do Steiner, do Richard Gere e da Hilla dayan são fabulosas) :-))))

Anónimo disse...

" O actual primeiro-ministro israelita, até há uma semana atrás, também era considerado um "judeu de merda"- por se deixar influenciar pela mulher, o que fazia dele um frouxo. Mas, ultimamente, parece que se resgatou. Sorte a dele."

ahahahhahahahahahahahahha
ahahhahahahahahhahahahaha

dragão disse...

Por falar no mau...

Estimado FSantos, passei aqui clandestinamente só para dizer que os comentários lá do eremitério estão desactivados. Aliás, está tudo desactivado. Ando a ver se me curo da "bloguite". Depois explico melhor.

Saudações.

Povo eleito o tanas disse...

Os Judeus pretendem quebrar o identidade étnica Europeia, para isso desde o abrir as fronteiras desmesuradamente à invasão para fomentar a mestiçagem, à criação de enclaves islâmicos de onde se traficam armas e droga, até à pressão para a admissão da Turquia na União Europeia vale tudo.

Destrói-se o sentido de pertença dos Povos Europeus, corrói-se a Europa por dentro, com os conflitos étnicos entre Europeus e árabes, aumentam a compreensão face à política de Israel contra os árabes.

Como sempre os Judeus a fotografia aparecem como as vitimas metendo os demais ao barulho em benefício próprio.