domingo, julho 23, 2006

Petróleo e sionismo

Primeiro, Saddam Hussein concebeu o projecto de passar a transaccionar o petróleo iraquiano em euros e não em dólares. Sabe-se o que é que aconteceu.
Em Fevereiro ocorrem dois acontecimentos-chave:
- nasce a Bolsa de petróleo de Teerão, com o ouro negro a ser transaccionado em euros; e
- a Síria "mudou a sua moeda-padrão nas relações comerciais com o estrangeiro do dólar para o euro".
Sabe-se, também, como adianta o blogue "Saber a Verdade", que a "Síria e o Irão têm um pacto de aliança de defesa mútua em caso de agressão. Será que veremos o ataque ao Irão para envolver a Síria ou o ataque à Siria para envolver o Irão?"
A pressão norte americana e israelita sobre estes dois países não é obviamente inocente, conjugando-se os interesses petrolíferos de Washington com as preocupações militares israelitas, numa pérfida colusão.
Seria cómica não fosse trágica a presunção de muito boa gente de que são os EUA e Israel o baluarte de defesa do Ocidente contra o expansionismo islamista. O que é certo é que a esses dois países só interessam os seus interesses particulares, prosseguindo-os nem que tenham que deixar o planeta a ferro e fogo. Para a maior glória do dólar e do "povo eleito".

8 comentários:

alex disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
alex disse...

Tenha paciência!
As 'bases' e 'entrelinhas' deste post são falsas e puerilmente redutoras.

obs: quanto às fontes...


Envio daqui cumprimentos ao Ahamdi-não-sei-quê e ao benemérito oftalmologista de Damasco.
Ambos (eles e respectivos regimes) são uns incompreendidos, pois já deveriam ter recebido o Nobel da Paz há muito tempo.
Uma gritante injustiça.

Anónimo disse...

Caro FSantos, falta acrescentar: e para «glória» do pensamento único que tenta impôr ridículas verdades de faz-de-conta e uma espécie de aberrante realidade virtual.
E novos dogmas e «santos» intocáveis, como Israel e os EUA...
E se eles fossem todos para um longínquo planeta (deserto, de preferência) e não chateassem mais os terráqueos?

Anónimo disse...

«O que é certo é que a esses dois países só interessam os seus interesses particulares, prosseguindo-os nem que tenham que deixar o planeta a ferro e fogo.»

E essa é que é a verdade.

NC

Anónimo disse...

Excelente caro FSantos, acertou em cheio!

"Ambos (eles e respectivos regimes) são uns incompreendidos, pois já deveriam ter recebido o Nobel da Paz há muito tempo."

Sim se eles fossem judeus (como o sr. kissinger ou o sr. rabin) já tinham o prémio nobel à muito tempo!
Está mais que visto que já nem o prémio nobel escapa à política "democrática"! Enfim até o nobel já deixou de ter o valor que tinha!

Anónimo disse...

Ei!

Recordo o anónimo anteriori que Yasser Arafat também foi galardoado.

Anónimo disse...

Todos na Quarta!
http://resistir.info/
http://www.esquerda.net/

Anónimo disse...

Ao anónimo do Ei!: Yasser Arafat pode-se considerar a proverbial excepção à regra, ou então um «tiro de diversão», para confundir os incautos... Há muito que os Nobel passaram a ser uma encenação de de auto-reconhecimento dos «powers-that-be»...