quarta-feira, julho 19, 2006

Um adeus libanês

O pai da pequena Samar despede-se da filha, uma das muitas vítimas do terror aéreo israelita. Ba'albek, Líbano, 18 de Julho de 2006.

8 comentários:

Anónimo disse...

Impressionante, caro FSantos.

alex disse...

1 - A imagem é, de facto, impressionante e dramática.
Só quem não conhece o sofrimento de perto é que o pode relativizar.

2 - Também tem havido (e continua a haver) muitos 'Adeus israelitas' que, infelizmente, não têm direito nem a posts, quanto mais a imagens.

3 - Como tenho o FSantos por uma pessoa de bem estou certo que acompanhará os 'dramas' e 'adeus' que existem neste conflito (e noutros) em TODAS partes envolvidas, pois estou convencido que não será um defensor do 'monopólio das lágrimas', ao contrário de uns e outros.

4 - Posso discordar mas, como penso conhecer relativamente bem o pensamento do FSantos, reconheço-lhe a verticalidade e sei onde 'quer chegar' e o que defende.
Outros que por aí 'circulam', numa orgia de descabelada hipocrisia, munidos do mais repugnante 'humanitarismo de ocasião'....bom....esses quero que vão à......

Anónimo disse...

Um Copy-Paste retirado de
http://jantardasquartas.blogspot...6/07/ lbano.html :


« Quando em 1944, Herbert Kappler, seguindo determinações diretas de Hitler, mandou fuzilar os 10 civis italianos por cada soldado SS morto no atentado da Via Veneto, teve o «cuidado» de os ir buscar às prisões, e não incluir nem menores de 18 anos nem maiores de 55. E nenhuma mulher.
As fotografias, os nomes e as idades dos fuzilados estão nas Fossas Adriatinas, onde ocorreu a execução.

Mas parece que o que era impróprio para as SS - executar mulheres e crianças (não me venham com o holocausto, isso é outro assunto) - é «normal» para o exército (?) israelita, que tem chacinado indiscriminadamente homens, velhos, mulheres e crianças.

E coloquei um ponto de interrogação à frente da palavra «exército» porque o israelita, ao cometer tantos crimes, mostra que não tem a Honra indispensável a qualquer verdadeiro exército e portanto não merece essa classificação. »

C. disse...

"que tem chacinado indiscriminadamente homens, velhos, mulheres e crianças."

Tenha vergonha, anónimo.
Tenha vergonha nessa cara!
O que se passou na invasão da Polónia?
E na invasão da URSS?
E na invasão de tantos países soberanos ocupados?
Pretender, ter a ousada disfaçatez de dar entender que a Whermacht era um grupo de "honrados santinhos e fixolas"?!
É preciso ter descaramento.
Já agora para sua informação, todos os exércitos fazem coisas dessas e sempre fizeram, desde a Antiguidade.
A natureza das guerras é essa.
Insinuar que o Exército de Israel é a "ovelha negra" é ou sinal de uma enorme má fá ou de uma colossal ignorância.
Ou as duas coisas.

Thoth disse...

Afinal, o amigo Buiça esta vivo! Nem que seja para defender...

O Corcunda disse...

É impressionante, de facto! Os pais a enterrarem os filhos...
No Líbano e em Israel.

Anónimo disse...

Caro C.: Não sou o anónimo que postou o comentário sobre as SS (e não Wehrmacht). No entanto, o amigo parece fixado na propaganda inacreditável que os aliados despejaram - e continuam a despejar - sobre o grande público: que os alemães é que eram maus e os aliados bons, e portanto o que estes faziam de censurável e de bárbaro era sempre desculpável por ser para «a democracia» e outros disparates que tais.
Sou historiador militar, foi oficial do exército, e sei muito bem o que é uma guerra. Sei também que as iniquidades não se praticam só de um lado. Mas um estudo aprofundado da II Guerra Mundial leva-me à conclusão de que o exército alemão - a Wehrmacht - e, até certo ponto, as Waffen SS (não as Algemeine SS - muita gente confunde as duas), comportaram-se com muito mais honra e dignidade do que muitas das forças aliadas. Do exército vermelho é melhor nem sequer falar. E das chacinas dos américas e anglos por bombardeamentos a alvos civis tanto em França como na Alemanha (sem qualquer interesse estratégico), também não é bom recordar.
Parece que o amigo não conhece o Plano Morganthau, do homónimo conselheiro de Roosevelt, que preconizava - em 1941 - a eliminação de pelo menos 38 milhões de civis na Europa para permitir que os EUA emergissem como superpotência. As chacinas efectuadas pelos americanos - durante e depois da guerra (leia o livro «Outras Perdas» do oficial canadiano James Baque) foram levadas a cabo no âmbito desse plano, e só foram travadas em 1947.

Mas é claro que não poderei esquecer Coventry, Londres ou Antuérpia, embora sejam meras gotas de água quando comparadas com Dresden, Colónia, Hamburgo ou Berlim (já sei, vai dizer que «é bem feito», pois os alemães eram «maus». Meu caro: na análise militar verdadeira - que os israelitas parecem não fazer - esse tipo de julgamento não tem simplesmente lugar. Há apenas forças «amigas» e «inimigas», e nada mais).

Luís Bonifácio disse...

Como se prova que a criança foi morta num raid de Israel.

Cá para mim foi um terrorista do Hezzbolah que a matou à paulada