quarta-feira, setembro 27, 2006

Sobre o desânimo blogosférico

Reina algum desânimo na blogosfera nacional. Autores de relevo confessam-se cansados, outros pensam encerrar o blogue, outros ainda são cada vez mais parcimoniosos na sua produção.
Eu não escapo à regra, ou melhor não escapei, acabando com o Santos da Casa em Março passado. Encorajado por dezenas de leitores e amigos acabei por me manter "no activo", mas criando este "Horizonte", cuja fórmula acaba por se adequar às limitações impostas pela vida de todos os dias: menor acompanhamento da actualidade, mais reflexão e, claro, edição de postais menos frequente.
O que é importante é que cada um encontre um equilíbrio entre a sua vontade de comunicar e o tempo de que dispõe. Uma coisa é certa: na barricada dos que tentam lutar contra o sistema vigente, que desagrega as nações e favorece um poder apátrida sorrateiro, cada desistência é um ponto a favor dos a-nacionais. Por muito que achemos que o nosso contributo é mínimo, a possibilidade de expor ideias censuradas (mesmo que pelo silêncio de quem publica e quem edita), a exaltação dos valores nacionais, a batalha cultural contra a dissolução da independência e dos valores civilizacionais, justificam claramente o contributo de cada um.
Peguemos no exemplo d' A Torre de Ramires. O autor, o nosso amigo Mendo, sempre se destacou pelos comentários encorajadores aos blogues nacionais. A sua cultura e impecável sentido pátrio conduziram muitos a encorajá-lo a criar o seu próprio blogue. Este, quando viu a luz do dia, foi saudado e tem mantido um e-leitorado constante e fiel. A "Torre" é um projecto sui generis: o Mendo, em vez de comentar notícias catrapiscadas em jornais online, prefere conduzir a batalha para o campo cultural e, não menos importante, para a relevação dos grandes pensadores e grandes patriotas que forjaram ou ajudaram a forjar um pensamento nacional e ocidental, que por isso mesmo contribuíram para criar em nós próprios esse sentimento e a vontade subjacente de lutar por algo que parece perdido nas brumas da traição e do abandono. De pé entre as ruínas? Que o estejamos todos e que ninguém falte à chamada.
A bem da Nação.

6 comentários:

O Corcunda disse...

É verdade, meu amigo, mas é tão difícil manter a constância. Eu estou a pensar fazer umas férias, que ando a estudar muito pouco...
Também eu já pensei fazer o mesmo que o Mendo e perguntar para que serve o meu Pasquim, mas tive medo de deixar de blogar de vez.
Se não fosse o teu incentivo e do Rafael e o exemplo do Manuel...

Anónimo disse...

Presente!
\o

Legionário

Anónimo disse...

Caros amigos e camaradas
Estas palavras do FSantos levam-me a algumas reflexões, a saber:
-Muitos de nós já desistiram de ir pôr o papelinho na urna e quando pensavam em faze-lo, o Partido "mais indicado" não concorria na sua área eleitoral ou tinha sido judicialmente arredado de cena!
- As manifestações públicas próprias da partidócracia (caravanas, comícios, jantares dançantes, etc.) a nós nada ou pouco dizem.
- Fazemos parte de uma "plataforma demasiado alargada" para que possamos nos associar a manifestações como as que se tem realizado pontualmente sobretudo (e bem-haja pelo facto) pela gente da TIR. Dito de outra maneira nem sempre achamos que o protesto ou revindicação em causa são nossa prioridade!
- Desconfiança. – Desconfiamos de tudo e de todos. Nenhuns são suficientemente bons para que a nossa presença a seu lado contribua para reforçar a corrente, pois desconfiamos sempre dos outros elos...!
- Quando sentimos que a mensagem internética feita através dos blog’s, começa a ter "ritmo" de um blá-blá doentio em que a melodia já quase se perdeu, baixamos os ombros e sai-nos baixinho um – Que s'a foda! Vou parar com esta merda!
- Eu não tenho blog, faço parte de um pequeno grupo de amigos e camaradas, que se encontram duas, três vezes por semana para treinar o físico, exercitar o Ideal, escrever alguns textos...e um boletim (HV) que sai por altura de solstícios e equinócios e que já chegou ao nº 15. Isto para dizer o quê? – Eu (nós), temos feedback directo em carne e osso e mesmo assim quantas vezes me apeteceu dizer – Que s’a foda, já ghega! – Mas "ninguém" me obrigou a começar este projecto, e as pessoas foram-se fidelizando a ele (projecto), portanto, já não é só meu, CARAGO! Eu tenho responsabilidades livremente assumidas e – A minha Honra chama-se Fidelidade!
Será altura de estar-mos mais vezes uns com os outros (em carne e osso) e participar-mos em manifestações realizadas pelos nossos próximos mesmo que à partida essas não façam parte das nossas prioridades.
Eu sei que é complicado estar a lançar pontes para margens movediças mas no mundo actual pouquíssimas coisas são sólidas, constantes, firmes! E depois arriscar um bocadinho não fará assim tão mal! Ou será que já estamos mortos!?
Levantai-vos ó vítimas da blógósfera
DE PÉ ENTRE AS RUINAS!
A bem do que resta da Nação

Legionário

Anónimo disse...

Agora a reler o post verifico que coloquei uns hífenes (-) onde não devia, peço desculpa pela ignorância.

Legionário

a voz disse...

Subscrevo tudo o que FSantos afirmou sobre Mendo Ramires e o seu blog!

Mendo Ramires disse...

Caro FSantos:
Agradeço-te as palavras que me tocam e que me 'tocaram'...
Quanto à blogosfera: importante é que cada um encontre o seu lugar e registo próprio, se possível em ligação natural com os outros membros da 'rede'; parece-me, aliás, esta uma forma ideal de transmitir as nossas Ideias e Imagens, pois, devido à tradicional aversão colectivista (ou tendência para funcionar, apenas, em pequeníssimos grupos) da Nossa Gente, assim, cada um pode expressar-se quando e como quiser e à sua maneira, sem ter de esperar por decisões nem por ninguém. Se tiver Bom-Gosto (é este e não o bom-senso que interessa), conseguirá articular-se com os outros bloguistas nacionais e fazer nascer uma sinergia contra a corrente do pensamento único politicamente correcto ditado pela ditadura cultural de esquerda. Não foi assim que funcionaram os nossos grandes 'franco-atiradores', com Alfredo Pimenta à cabeça?