quinta-feira, dezembro 28, 2006

Os "pela morte"

Só agora reparei que, com a mudança efectuada ao template deste blogue, me esqueci de listar os blogues que defendem a vida, algo que agora se repõe.
Um desses blogues, o Razões do Não, fala-nos da campanha do Bloco de Esquerda e do infeliz (adjectivo que é redundante sempre que se fala nas actividades daquele agrupamento) cartaz que já por aí anda a infestar as nossas cidades, no qual se vê «dois homens de blusão e óculos escuros [que] conduzem pelo braço uma mulher que tapa a cabeça e os ombros com um casaco. Um enorme Sim e a frase “para acabar com a humilhação” concluem a mensagem.»
Esta é a típica argumentação modernista que tão bem vem caracterizando há dois anos e meio o nosso amigo Corcunda. Numa era em que, na sequência das "lutas de Maio de 68", tudo ou quase tudo é permitido; em que a governação, para além da satisfação dos grupos de pressão que a sustentam, se subjuga às pressões da rua; segue que qualquer humilhação de certos grupos de pessoas é manifestação de repressão ou fascismo, incompatível com as liberdades de Abril. Portanto, a palavra de ordem é "fim à proibição", ou seja, "liberalização".
Abandona-se qualquer concepção de valores que não seja a "autorização", esquecem-se os princípios que devem nortear uma sociedade que se pretenda sã e harmoniosa, estimulam-se as reivindicações sem fim. Levando esta postura ao seu limite lógico, por que motivo é que se continua a "humilhar" os pedófilos? E os violadores? E os incestuosos? Porque não legalizar a necrofilia?
A lógica de "reprimir a repressão" leva as sociedades ocidentais ao abismo com uma velocidade arrepiante. Mas não será esse o objectivo dos seus mentores: acabar de vez com a civilização ocidental?

3 comentários:

Carlos Portugal disse...

Quanto ao infame cartaz, uma análise, mesmo superficial, poderia de imediato levar à conclusão de que os seus promotores advogam a morte de inocentes para «evitar a humilhação».

Perante tal enormidade - que me parece óbvia - não tenho palavras. E interrogo-me se os promotores do «sim» se poderão considerar como pertencentes à espécie humana. E ainda menos seres «civilizados».

Um grande abraço, Caro FSantos.

Luís disse...

FSantos
Um Feliz Ano de 2007 para si e para os seus.
Abraço

M disse...

Se o não ao aborto é uma exortação ao amor e à vida, proponho, então, que sejamos coerentes, em palavras e actos.
Um bom 2007 para todos
MAS

ps. acho que vou ficar conhecida por qualquer coisa próxima de "a psicóloga do amor"!