segunda-feira, setembro 17, 2007

O nosso homem em Paris...

... é como se devem referir ao presidente francês Nicolas Sarkozy as chancelarias americana e israelita. Lançando gasolina no fogo, tanto o primeiro-ministro como o ministro dos estrangeiros franceses vêm evocar uma situação de "tensão extrema" com o Irão, alertando para o "pior", que seria a guerra. Postura obviamente concordante com a política externa de Sarkozy, claramente alinhada com Washington e Tel-Aviv.
Se Chirac não apoiou a invasão do Iraque foi sobretudo por temer uma revolta em larga escala nos subúrbios das principais cidades francesas levada a cabo por árabes furiosos. Sendo o Irão persa é mais fácil a Paris fazer o jogo das chancelarias citadas, correndo menos riscos na frente interna.
Entretanto, sob o pretexto de uma ameaça nuclear vinda de Damasco, Israel fez um raid sobre a Síria. Ameaça real, paranóia ou estratégia de escalada da tensão na região - cada um que escolha a hipótese que lhe pareça mais plausível.

5 comentários:

Rafael Castela Santos disse...

La unica hipotesis plausible es que, si Dios no lo remedia, vamos hacia una guerra regional que se propagara como un reguero de polvora.
Justo castigo para todos nosotros.

Rafael Castela Santos

a voz disse...

Muito bem analisado, tal como o Nonas faz a propósito do ataque israelita á Síria.

JSM disse...

Caro FSantos
Concordo em absoluto com a análise, a rivalidade com os States sempre foi política para inglês ver.
E cuidado com os naturalizados, a tendência é serem mais radicais em tudo.
Um abraço.

O Réprobo disse...

Caro FSantos,
viu-se como teve um êxito incendiário a política de abafamento do medricas.
Cada vez gosto mais de Israel! Mas aqui o caso é muito mais lato, porque, desde logo, os Persas não são Árabes. É uma questão de mundivisões, não de panarabisbo. O que é preocupante para todos os que não se queiram ver de posterior para o ar...
Abraços aos anti-sionistas no demais estimáveis, que comentaram.

a voz disse...

Caríssimo Paulo

Agradeço e retribui o Seu Abraço.

Mário