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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Escolha da morte

"É preciso acabar com o preconceito", clama Maria José Alves, médica da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e da associação Médicos pela Escolha, perante o número de abortos clandestinos que se continuam a praticar em Portugal, seis meses após à entrada em vigor da lei que autoriza aquela prática até às dez semanas de gravidez.
O "preconceito" é na verdade a vergonha que certas grávidas sentem em abortar, preferindo fazê-lo clandestinamente, seja por quererem ocultar o acto de familiares e amigos, seja por sentirem no seu íntimo que estão a fazer algo de errado; este último sentimento pode derivar da sua educação, que ainda pode ter deixado um resquício da noção de pecado, ou pura e simplesmente da noção clara de que se está a atentar contra a Vida, algo que os Médicos pela Escolha querem ver erradicado de vez da mentalidade portuguesa.

domingo, julho 22, 2007

Contra o aborto

«Cícero (106-43 a.C.) já ensinava: se a vontade dos povos, os decretos dos chefes, as sentenças dos juízes, constituíssem o direito, então para criar o direito ao latrocínio, ao adultério, à falsificação dos testamentos, seria bastante que tais modos de agir tivessem o beneplácito da sociedade (...) por que motivo a lei, podendo transformar uma injúria num direito, não poderia converter o mal num bem?»
Numa altura em que o Brasil se prepara para referendar a legalização do aborto sugere-se a leitura deste artigo, de onde extraí a sábia reflexão ciceriana. Oxalá o país irmão mostre mais sensatez que aquela que o nosso mostrou.