quarta-feira, julho 11, 2007

Corrente literária

De quando em vez lá ressurgem as correntes na net. Desta vez instam-me o Mário e o Réprobo a dizer quais os últimos cinco livros que li ou estou a ler. Inicialmente disse ao Réprobo que já me tinha deixado de correntes, tendo-lhe respondido no seu blogue. Mas enfim, como já são dois os desafiantes aqui fica no Horizonte a relação dos livros que mais recentemente me passaram (ou ainda passam) pelas mãos:
- "Eurico o Presbítero", de Alexandre Herculano;
- "Giulio Cesare", de Martin Jehne;
- "José Antonio, entre odio y amor", de Arnaud Imatz;
- "Jeunesse Immortelle", de Julien Green;
- e a BD "O Refúgio de Kolstov", de Ceppi.
O romance de Herculano há-de ser conhecido de muitos de vós. Estranhamente nunca o tinha lido. Narra a decadência do domínio visigótico na Península e a crescente ameaça islâmica que sobre ela pesa. Uma obra pouco actual, já se vê... O tom é doloroso e plangente, juntando o rigor histórico de um Walter Scott ao desespero romântico de um Goethe. Mas com a originalidade do grande português que foi Herculano.
O segundo é uma biografia de Júlio César que adquiri recentemente em Roma. O leitor fica literalmente preso à descrição das campanhas (eleitorais e militares) do genial estratega romano.
O terceiro é a excelente biografia do líder da Falange. O autor procura analisar a sua carreira sem os preconceitos habituais de esquerda ou direita. Reserva um capítulo de mais de 100 páginas ao estudo da doutrina joseantoniana, estranhamente inserido entre o capítulo que termina com a prisão de José Antonio e o capítulo que narra o envolvimento da Falange na Guerra Civil.
O livro de Julien Green é absolutamente maravilhoso, pela forma elegante e sensível (mas sem espavento) com que o autor lança um olhar sobre dois homens de letras (e não só) ingleses: John Donne e Samuel Taylor Coleridge. A obra é pura poesia em prosa, cada palavra tem um valor próprio e insubstituível, uma verdadeira obra-prima que me entusiasmou como há muito um livro o não fazia. O livro saíu no ano da morte de Green, 1998.
A BD referida é passada no tempo da ex-URSS e narra as peripécias de um anti-herói que tenta entregar uma encomenda política e militarmente sensível e que tem de se haver com toda a sorte de criaturas que circulam nas zonas mais inóspitas do Afeganistão e da Turquia...
Têm agora a incumbência de responder a este inquérito os confrades Lory Boy, JSarto, Flávio Gonçalves, Thoth e Francisco.

5 comentários:

a voz disse...

Caro F.

Belas Leituras.
Esta "brincadeira" faz com que nos conheçamos melhor.

Abraço.

O Réprobo disse...

Céus! Green já morreu há tanto tempo! Lembro-me tão bem da notícia! Quem passava por devoto dele e não sei se não terá conhecido era o Luís Forjaz Trigueiros.
Abração

Flávio Gonçalves disse...

Humm... tenho alguns livros a meio e outros já lidos, tratarei de responder ao desafio =)

Flávio Gonçalves disse...

Respondido.

Thoth disse...

Caro Fsantos, os livros que o deus thoth lê são de clássicos para cima...em devida altura enumerarei os cinco, respondendo assim a sua solicitação.

Um abraço