segunda-feira, outubro 01, 2007

Israel e os terroristas

Aqui fica, para reflexão de algumas pessoas de memória curta, esta declaração do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, Franco Nogueira, em conferência de imprensa realizada em 8 de Junho de 1967:
«Apesar de esse facto quase ter passado despercebido, Israel foi para Portugal um inimigo tenaz. Nas Nações Unidas a sua delegação interveio e votou contra nós, associando-se de resto a todas as iniciativas que nos são hostis. O embaixador de Israel no Congo está em contacto com os terroristas, concede-lhes ajuda e, no próprio território israelita, são acolhidos e treinados terroristas contra Angola.»

11 comentários:

Ricardo Zenner disse...

Pois é, os «tampinhófilos» (amigos dos tampinhas até à paranóia) que se dizem Portugueses deveriam meditar nisto e repensar a sua paranóia.

Dragão disse...

Lá vão eles chamar anti-semita ao Franco Nogueira.

:O)

sonia r. disse...

Ora bem...

Navegação disse...

Ora nem mais...

pl disse...

que oportuna "descoberta"!

Anónimo disse...

Esse parágrafo que transcreveu do livro do Embaixador F.N., é absolutamente extraordinário e inacreditável. Confesso que depois de o ler fiquei sem palavras.

Maria

F. Santos disse...

Caros leitores, esta citação vem referida na revista Lectures Françaises, número de Setembro de 1967, em plena ressaca da Guerra dos Seis Dias. A publicação de Henry Coston tinha uma certa ligação a Portugal, em parte pela presença no nosso país de Jacques Ploncard d'Assac, grande especialista em sociedades secretas e a um tempo conselheiro de Salazar. Em Lisboa havia também emissões da rádio Voix de l'Occident.
Sobre Ploncard d'Assac relembro um antigo postal meu:
http://santosdacasa.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/jacques_ploncar.html

Rafael Castela Santos disse...

Querido amigo:

Creo que Franco Nogueira vuelve a desbarrar. Alguien -y se que en esto discrepamos- miope politicamente
El problema no es Israel, sino el espiritu que lo anima. El problema es el Novus Ordo Seculorum. Israel es una nacion carcomida desde su gestacion por el sionismo, doctrina inmanentista donde las haya, bien afiliada al Novus Ordo, cumple su designio rector hacia la Republica Universal.
Dicho sea esto afirmare algo que siempre he dicho: la primera victima del sionismo es Israel. ?Que familia israelita hoy dia no tiene muertos o discapacitados por culpa de un orden inicuo de cosas?
Portugal es (mejor decir era) parte del katechon. Katechon u obstaculo para que el Hijo de Perdicion viniera al mundo. Y ese obstaculo, aunque fuera el "pequenho" obstaculo portugues, habia que quitarlo de en medio.
Tu no sueles hablar de los muchos miles, cientos de miles, de judios que no son sionistas. Incluso de los hebreos convertidos al Cristianismo que miran a Portugal como el Trono donde la Santisima Virgen (israelita, por cierto) vino a asentarse
De todas maneras las miopias de politica exterior de Franco Nogueira sobre Israel no me sorprenden habiendo leido lo que el escribio sobre Espanha. Estos miopes, querido FSantos, no nos llevan a las causas ultimas del problema.
Un fuerte abrazo,

Rafael Castela Santos

Josephus disse...

Ingleses, franceses, americanos(especialmentedoBurro), suecos,.... e quantos mais nao foram nossos inimigos, ( salvam-se a Espanha & Brasil) no século passado!

A Ponte Aerea (p'ros-retornados) ainda me esta na memória...

F. Santos disse...

Caro Rafael, não posso estar mais em desacordo. No caso presente, o Ministro Franco Nogueira constatava uma realidade: o apoio activo de Israel a terroristas inimigos de Portugal. Quanto à percepção que FN tinha do perigo espanhol, ela era baseada não em conjecturas mas na história e nas opiniões (e desejos) de políticos, escritores e outras figuras de além fronteira. E as presentes manifestações de iberismo do lado de cá mais não são que um reflexo de ânsias seculares, sempre alimentadas.
Um abraço.

Ricardo Zenner disse...

E Samora Machel, que tirou o curso de enfermagem em Telaviv, recebia dinheiro para armamento destinado a matar Portugueses através da embaixada de Israel em Lourenço Marques!

Confirmado pelo general Kaulza de Arriaga.