sexta-feira, dezembro 21, 2007

Adeus, Cortina de Ferro...

Hoje fomos bombardeados com a boa nova: já se pode ir de Talinn a Lisboa (cerca de 4000 quilómetros) sem parar em qualquer fronteira. E frisa-se que a adesão dos países bálticos, da Polónia, da República Checa, da Hungria e da Eslováquia (além de Malta e Chipre) ao Espaço Schengen é um fim simbólico para a Cortina de Ferro.

É, antes de mais, uma boa nova para os traficantes: de droga, de mulheres e crianças e para todos os patifes encartados que entram e saem de países sem o menor controlo; é também uma vantagem enorme para os imigrantes ilegais que, desde que consigam aceder ao dito espaço, se podem evaporar sem qualquer controlo possível.
Quanto à Cortina de Ferro... Se se recordam, o mundo comunista caracterizava-se por: planeamento central da economia, determinando-se o quê e em que quantidades é que se podia produzir em cada região; o predomínio do materialismo na vida das pessoas; o aborto livre (com excepções temporárias e localizadas); a "cooperação"; os interesses globais em detrimento dos interesses "mesquinhos" dos países ou regiões; um controlo tendencialmente crescente sobre o que se pode escrever, publicar, expressar, questionar. Nada que se verifique na União Europeia...

5 comentários:

Gazeta da Restauração disse...

Bingo!

Ricardo Zenner disse...

Ou seja, a Cortina de Ferro estendeu-se a toda a Europa! E ainda há tansos que defendam este pesadelo!

O Réprobo disse...

Caso para dizer:
"Cai o pano".
Fim
Abraço

JSM disse...

Bingo e linha!
Um abraço e um Bom Natal.

O Raio disse...

Discordo do que escreves.

O espaço Schegen estendeu-se a quase toda a Europa porque as novas tecnologias de controle populacional permitem controlar-nos sem a necessidade de haver fronteiras.
Actualmente há cada vez mais câmaras videos a ver-nos e isto juntamente com bases de dados em que se encontram registados os nossos dados biométricos e com diversos cruzamentos de dados, permite que ninguém se desloque à vontade através do imenso goulag europeu.

Não está longe a data em que sempre que se passe por uma câmara video essa passagem fique registada por reconhecimento facial ou mesmo por leitura á distância da irís (em desenvolvimento).

A somar a este pesadelo temos que não etá longe a época em que qualquer telefonema e qualquer dispendio financeiro fique registado.

Isto tudo gerido centralmente numa qualquer agência europeia permitirá que, em minutos, se saiba o que é que o autor deste blog (por exemplo) andou a fazer no ano passado, por onde andou, o que consumiu, quem contactou, o que leu, etc.

Isto é muito mais preciso e barato do que manter dispendiosos e pouco eficientes postos de fronteira.