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sexta-feira, dezembro 21, 2007

Adeus, Cortina de Ferro...

Hoje fomos bombardeados com a boa nova: já se pode ir de Talinn a Lisboa (cerca de 4000 quilómetros) sem parar em qualquer fronteira. E frisa-se que a adesão dos países bálticos, da Polónia, da República Checa, da Hungria e da Eslováquia (além de Malta e Chipre) ao Espaço Schengen é um fim simbólico para a Cortina de Ferro.

É, antes de mais, uma boa nova para os traficantes: de droga, de mulheres e crianças e para todos os patifes encartados que entram e saem de países sem o menor controlo; é também uma vantagem enorme para os imigrantes ilegais que, desde que consigam aceder ao dito espaço, se podem evaporar sem qualquer controlo possível.
Quanto à Cortina de Ferro... Se se recordam, o mundo comunista caracterizava-se por: planeamento central da economia, determinando-se o quê e em que quantidades é que se podia produzir em cada região; o predomínio do materialismo na vida das pessoas; o aborto livre (com excepções temporárias e localizadas); a "cooperação"; os interesses globais em detrimento dos interesses "mesquinhos" dos países ou regiões; um controlo tendencialmente crescente sobre o que se pode escrever, publicar, expressar, questionar. Nada que se verifique na União Europeia...

sexta-feira, outubro 19, 2007

Malta porreira

"Porreiro, pá!". Foi desta forma prosaica que o prosaico PM deste prosaico regime se dirigiu a outro prosaico, ex-assaltante de embaixada, ladrão de mobílias, saneador de professores, cooperante militar com o MPLA e actual komissar-mor dessa empresa de destruição das nações europeias que dá pela (falta de) graça de UE.
Regozijavam-se os biltres pelo facto de os "27" terem chegado a acordo quanto ao novo tratado europeu (a palavra "constituição" foi subrepticiamente retirada).
Como é habitual nas coisas eurocráticas, tudo se decide em cimeiras, nas costas do povoléu, que só episodicamente em alguns países mais dados a essas extravagâncias é chamado a referendar. Mas se a maioria fizer a cruzinha no sítio errado, vota-se de novo até dar o resultado "certo", ou, como neste caso, baralha-se e volta-se a dar de novo, maquilhando o texto do tratado de modo a acalmar as consciências.
E depois os porreiraços felicitam-se em público por "o projecto europeu [estar] em desenvolvimento e a Europa pode[r] agora olhar com confiança para o seu futuro". Como se sabe, e de resto está muito demonstrado na edição deste mês da Atlântico, não existe nenhum projecto europeu. O único projecto que existe é a destruição das pátrias europeias em favor de um monstro centralizador e burocrático, sucedâneo pseudo-democrático da URSS, que controla o que se produz, onde se produz, o que se pensa, o que é permitido e o que não é.
"Confiança no futuro" é tudo aquilo que os europeus conscientes não podem ter de todo.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Agenda cultural comum europeia

E, como o sistema não dorme, eis que surge uma nova pérola germinada nas mentes profícuas que nos governam: a agenda cultural comum europeia. Leram bem: agenda cultural comum europeia. Numa Europa em que o mais comum é a sujeição dos povos e pátrias ao espírito apátrida e à "normalização" dos comportamentos, leis, princípios e normas, seria estranho que a cultura ficasse de fora dos desígnios uniformizadores.
Muita conversa oca e bacoca de eurocrata para, no fim, ficar claro um dos intuitos da medida: «a necessidade de criar instrumentos eficazes para promover o diálogo intercultural». Todos sabemos o que é que isso quer dizer; na novilíngua politicamente correcta há termos aparentemente anódinos carregados de consequências tremendas.

terça-feira, julho 17, 2007

O triunfo dos porcos?

Antigamente aquilo que vêem na imagem era o que acontecia aos traidores à Pátria, como Miguel de Vasconcelos: a morte, por indecente e má figura. Hoje dá-se-lhes tempo de antena, as suas declarações de despudorado iberismo vêm para as primeiras páginas dos jornais, abrem-se debates sobre o tema, discutindo-se a viabilidade da Pátria como quem discute a evolução do preço do petróleo.
A Quinta Coluna iberista está mais activa que nunca, tem os seus agentes mais ou menos discretos, que vão fazendo a promoção do país vizinho contrapondo-a insidiosamente à crise nacional. Os internacionalistas de sempre, socialistas, ex(?)-comunistas e liberais em busca da eficiência e de "sinergias", estão sempre prontos a abraçar qualquer causa que contribua para a diminuição da soberania nacional. A sua máxima é: tudo o que é nacional é mau. Toca de evocar o iberismo, a União Europeia, a globalização, a abertura (maior ainda) à imigração; não passa um dia em que se não "instrua" as massas nesse sentido; ainda ontem, o DN, jornal de uma coerência impecável pois é a voz do regime seja ele qual for (e não temos tido poucos nos mais de 125 anos de vida que leva a folha), que deu tanto destaque à erva daninha nobelizada, tinha um editorial em que defendia que o futuro de Portugal só estava assegurado se... deixássemos entrar ainda mais catrefas de imigrantes. Nada surge ao acaso, as toupeiras anti-nacionais movimentam-se, os incautos caem na ratoeira e os inconformados são cada vez mais uma minoria, quais índios remetidos a uma reserva.