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segunda-feira, setembro 24, 2007

Mais um iberista

A Câmara Municipal de Lisboa patrocinou o filme "Fado", do espanhol Carlos Saura. Aparentemente não há no nosso país um Perdigão Queiroga que retome o tema da película em que contracenava a então jovem Amália Rodrigues.
O referido Saura, em entrevista ao Diário de Notícias (15 de Setembro, pág. 40 e 41), afirma, convicto que «as barreiras históricas que existem entre os nossos dois países se poderiam derrubar (sic) com facilidade (re-sic). É preciso atrevimento». Lá nisso estamos de acordo.
O diário que publicou a entrevista da erva daninha da nossa literatura em que esta fazia profissão de fé no iberismo não resisitiu (?) a perguntar ao veterano realizador o que pensava dessa ideia. Resposta: «estou totalmente de acordo! Mas acredito que a capital de Ibéria (sic) tinha de ser, a uma dada altura, Lisboa. Depois Madrid. E depois Barcelona. Ia mudando...»
O que não muda, o que é uma constante da mentalidade - quase diria da psique - de muitos espanhóis, é o sonho iberista. E também não mudou o facto de, do lado de cá da (cada vez mais ténue) fronteira, haver tantos traidores prontos a franquear as portas.

terça-feira, julho 17, 2007

O triunfo dos porcos?

Antigamente aquilo que vêem na imagem era o que acontecia aos traidores à Pátria, como Miguel de Vasconcelos: a morte, por indecente e má figura. Hoje dá-se-lhes tempo de antena, as suas declarações de despudorado iberismo vêm para as primeiras páginas dos jornais, abrem-se debates sobre o tema, discutindo-se a viabilidade da Pátria como quem discute a evolução do preço do petróleo.
A Quinta Coluna iberista está mais activa que nunca, tem os seus agentes mais ou menos discretos, que vão fazendo a promoção do país vizinho contrapondo-a insidiosamente à crise nacional. Os internacionalistas de sempre, socialistas, ex(?)-comunistas e liberais em busca da eficiência e de "sinergias", estão sempre prontos a abraçar qualquer causa que contribua para a diminuição da soberania nacional. A sua máxima é: tudo o que é nacional é mau. Toca de evocar o iberismo, a União Europeia, a globalização, a abertura (maior ainda) à imigração; não passa um dia em que se não "instrua" as massas nesse sentido; ainda ontem, o DN, jornal de uma coerência impecável pois é a voz do regime seja ele qual for (e não temos tido poucos nos mais de 125 anos de vida que leva a folha), que deu tanto destaque à erva daninha nobelizada, tinha um editorial em que defendia que o futuro de Portugal só estava assegurado se... deixássemos entrar ainda mais catrefas de imigrantes. Nada surge ao acaso, as toupeiras anti-nacionais movimentam-se, os incautos caem na ratoeira e os inconformados são cada vez mais uma minoria, quais índios remetidos a uma reserva.