Os media querem fazer-nos crer que a eventual eleição de Barack Obama à presidência dos EUA seria algo de revolucionário, dado que o candidato é "afro-americano" (na verdade é mestiço) e tem ideias de esquerda. Mas, após décadas de predominância da agenda esquerdista nos media e na educação, após décadas de relativização de valores e promoção de ideias "fracturantes", de lavagem ao cérebro e de crimideia orwelliana, qual a surpresa de um candidato que representa um pouco de tudo isto chegar a presidente?
Surpresa seria que um candidato como Ron Paul, com uma agenda conservadora, crítico do belicismo e do intervencionismo, tivesse algumas chances. Mas o sistema de há muito que se precaveu contra estas veleidades do verdadeiro espírito americano, que ainda subsiste aqui e ali apesar de, na primeira metade do século XX, dois Roosevelts terem feito mais do que ninguém para o aniquilar. Os seus sucessores foram apenas continuadores.